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terça-feira, 21 de abril de 2009

HOMEM DE FACES - poema

HOMEM DE FACES

Sou homem de faces, que seja!
No meu eu, me busco sempre
Encontro-me em goles de cerveja
De boemias em noites vertentes
Em damas e valetes valentes
Nunca serei alguém assim
Com flores perfumadas do jardim
Soluço pratica da pequenez
E do medo robusto da altivez
As flores que nunca serei
Também não sou o nada do ser
E na busca para ser ou crescer
Imaginaria bobagem me molestou
Chamei da escravidão de bobo
Chamaram simplesmente de amor
Depois de me erguer de novo
Alcancei mas nobre querer
Dessa súbita subida me atolo
Sua a luz apenas alcancei ver
Breve homem que hoje eu sou
No desejo que só deseja morrer

Artur Cortez

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